Juiz de Fora, 25 de Maio de 2018
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Edição atual | n° 177 - 29/03/2018

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Afastado há muito de prazeres triviais, ontem fui à feira do São Pedro e tive o prazer de ver como ela cresceu em 25 anos.

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M de PMC


O Marcelo Duarte é um ex orientando meu, que passou pela Embrapa, MRS, Natura com destaque. Mas, há cinco anos, ele largou a vida corporativa para empreender. Em setembro de 2013 escrevi um texto aqui, na Pauta Econômica, inspirado na conversa que tive com ele, na inauguração do bar Sr. Pitanga, uma de suas primeiras conquistas. Ele me fez pensar nos quatro personagens presentes em todo negócio: o capitalista, o empresário, o administrador e o trabalhador.
O capitalista é o dono do capital usado no negócio. Ele não participa de decisões. Ele quer remuneração na forma de aluguel e juros. Já o empresário, muitos pensam que é dono de tudo. Que nada! O empresário não é proprietário. Quem é proprietário, é o capitalista. O empresário convence o capitalista a colocar capital na atividade. Ele é o empreendedor. Ele planeja e controla, toma decisões estratégicas do negócio, corre riscos e, depois de pagar juros, alugueis e salários, vê o que ficou para ele. Se teve lucro, ótimo. Se teve prejuízo, morrerá com o mico. Portanto, não é relaxante ser empresário.
O terceiro personagem é o administrador, fundamental para o cotidiano do negócio. Ele decide sobre questões táticas e operacionais. É claro que ele precisa dominar conceitos e ferramentas de gestão. Afinal, somente no setor público ainda se admite gestor sem formação e experiência compatíveis! Além disso, é preciso estabelecer metas a serem ultrapassadas. Negócio sem metas, não tem gestão! O administrador não corre risco. Sua remuneração é o salário e um percentual variável, para estimulá-lo a focar na superação das metas.
O quarto personagem é o trabalhador. Ele toma decisões operacionais. Portanto, precisa ser treinado e conhecer o que faz. Quanto mais padronizado o processo do negócio, melhor será o seu desempenho. Ele tem metas claras a cumprir e seu desempenho é continuamente avaliado. Sua remuneração é o salário e uma parte variável, em função do seu desempenho e o de toda a empresa.
Num negócio, três ou até os quatro personagens podem ser exercidos por uma só pessoa. Pode ser o seu caso. Mas, se você é dono e seu tempo é todo dedicado a pensar e agir como trabalhador e administrador, seu negócio não tem futuro. Se você matou os personagens empresário e o capitalista da sua empresa você não sabe, por não ter controle, mas seu negócio vai morrer. Você está condenado ao insucesso. O que não é o caso do Marcelo. Hoje, ele é o M da holding PMC, noticiado na Revista Exame, que está nas bancas e que detém 35 bares e restaurantes em São Paulo.


Paulo do Carmo Martins
Doutor em Economia Aplicada pela USP/Esalq, Professor da FRA/UFJF
 
 

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