Juiz de Fora, 20 de Outubro de 2017
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Edição atual | n° 170 - 24/09/2017

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Pauta IV

Hospital Monte Sinai realiza com sucesso seu primeiro transplante de fígado


Essa noticia foi publicada da revista edição n°170

Redação
 

    
Teve alta no sábado, 16 de setembro, o primeiro paciente de transplante hepático realizado no Hospital Monte Sinai. A cirurgia mobilizou uma grande equipe, com apoio do staff do Hospital Quinta D’Or, do Rio de Janeiro, que orienta e apoia os primeiros procedimentos no Monte Sinai.
Portador de uma cirrose hepática não alcóolica, ele esperou menos de um mês a partir de sua ativação na fila de espera e, enquadrado nas normas vigentes no Brasil para o procedimento, quando o órgão ficou disponível, ele era o mais pontuado (conforme escala MELD), devido às complicações de sua doença, e tinha a compatibilidade sanguínea adequada, além de condições ideais de saúde, sendo selecionado.
O procedimento pioneiro teve um enorme saldo de sucesso em todas as etapas de uma operação complexa, - desde a captação do órgão até a alta – e seu resultado está sendo muito celebrado por todos no Monte Sinai. “Mais do que os cirurgiões, hepatologistas, enfermeiros e técnicos que nos assistiram diretamente, parecia que o hospital inteiro estava mobilizado para nos atender. Todos sabiam o que ia acontecer, para onde nos encaminhar e fomos muitos bem acolhidos especialmente na parte assistencial, mas também do ponto de vista emocional e psicológico”, ressaltou a cunhada do paciente.

Um sonho de mais 15 anos que se realiza


“Para quem começou a se preparar para este resultado há tantos anos, este primeiro transplante é uma grande vitória”, conta o cirurgião e professor Carlos Augusto Gomes que compõe a equipe que iniciou o projeto no Monte Sinai, ainda nos anos 2000, junto com Rodrigo Peixoto e Cleber Soares Júnior.
Liderada pelo cirurgião Lucas Demétrio, a equipe do Rio elogiou muito a estrutura do Hospital e a capacidade técnica dos anestesiologistas e do grupo de cirurgia original do serviço, que conta com o reforço dos jovens, mas já experientes cirurgiões, Igor e Victor Cangussu.
Após o credenciamento, em 2016, foi montada uma competente equipe de apoio para ordenar um fluxo complexo, da seleção ao acompanhamento pré e pós-cirúrgico. Vários especialistas estão mobilizados neste processo, entre gastro e hepatologistas, endoscopistas, patologistas, radiologistas intervencionistas e anestesiologistas. O Hospital conta ainda com equipe multidisciplinar que atuou de forma brilhante neste primeiro teste, demonstrando alto nível assistencial nas áreas de Enfermagem, Nutrição, Psicologia e Fisioterapia para garantir a recuperação do paciente.

Excelentes perspectivas para os candidatos da Zona da Mata


O hepatologista Fábio Pace, da equipe do Monte Sinai, diz que a regionalização da fila antecipou a oportunidade para este primeiro paciente transplantado no Hospital. Logo nos primeiros exames para sua ativação na lista, foi dada a chance de mantê-lo em Juiz de Fora, em vez de deslocar toda a família para o Rio de Janeiro, como quase aconteceu.
“Para este primeiro órgão disponível havia quatro pessoas na fila e estamos perto de ativar mais cinco candidatos”, revela o médico. Ele avalia que, neste início, a tendência é de rapidez no atendimento dos pacientes da Zona da Mata mineira. O que é muito positivo, pois a regra para este paciente-candidato é conviver com um tipo de doença com alto índice de mortalidade na fila de espera. No estado de São Paulo, por exemplo, esta fila tem mais de 4 mil pessoas.
 
 

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