HomeOpiniãoAs três gerações da “Princesinha de Minas”

As três gerações da “Princesinha de Minas”

Na semana de comemoração do aniversário de Juiz de Fora, não podemos deixar de fazer uma homenagem às variações do perfil da nossa cidade. A “Princesinha de Minas”, como é popularmente conhecida, sempre foi audaciosa e se destacou em todos os seus empreendimentos.

Iniciando sua carreira como produtora de café, às margens do Caminho Novo da Estrada Real, em 1865, Juiz de Fora logo se transformou em um dos mais prósperos municípios cafeeiros da sua região.

A atuação de seus grandes líderes, como o Henrich Halfeld e Mariano Procópio Ferreira Lage, que foram os responsáveis por dar vida e acessibilidade ao povoado, com a abertura da (atual) Avenida Rio Branco e a construção da Estrada União Indústria pelos imigrantes alemães, fez com que a “Princesinha de Minas” logo se transformasse na “Manchester Mineira”.

Segundo relatos, a famosa produtora de café do Sudeste de Minas Gerais, já havia se tornado um dos maiores polos industriais do Estado durante o período do declínio do café. Na segunda década do Século XX, Juiz de Fora já possuía mais de cem indústrias estabelecidas e já era reconhecida por seu pioneirismo no segmento têxtil, na geração de energia e no sistema financeiro.

Contudo, não obstante a urbanização do país, durante o período do governo do Presidente JK, a cidade foi se consolidando como polo da Zona da Mata mineira na produção de bens e serviços, principalmente, devido à demanda criada com a instalação da Universidade Federal de Juiz de Fora, em 1960.

Hoje, a nossa “Princesinha de Minas” empreende na educação, saúde e comércio, deixando para trás seu passado na agropecuária e na indústria, e criando uma promissora economia voltada à prestação de serviços. 

Contudo, muitas vezes, o saudosismo da população e seus governantes da tradicional “Manchester Mineira” a impedem de alçar voos mais ousados para o desenvolvimento do setor terciário, que, a exemplos de grandes destinações do mundo, como Barcelona, Viena e Lisboa, se apoiam no turismo e nos eventos para se consolidar.

Thais de Oliveira Lima

Turismóloga

Presidente do Convention & Visitors Bureau

Seja o primeiro a comentar

comente

Scroll Up