HomeOpiniãoEventos como alavanca da economia

Eventos como alavanca da economia

Por: Thais de Oliveira Lima

“Eventos como alavanca da economia” foi à temática proposta pelo Conselho de Turismo da Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC, para o seminário que participei na última quinta-feira (07/06), no Rio de Janeiro. Com palestras motivacionais de grandes profissionais do setor no Brasil, o evento buscou refletir o atual protagonismo deste segmento na cadeia produtiva do turismo, sobretudo em tempos de crise.

Se o turismo vem se configurando como a mola propulsora da economia, os eventos estão se transformando na alavanca da atividade turística. E a explicação é muito simples, não existe atividade mais democrática (no sentido mais amplo da palavra) do que fazer eventos. Primeiro porque não existe limitação de temática, área, segmento; podemos fazer eventos sobre tudo: moda, gastronomia, marketing, cultura, bem-estar, saúde, engenharia, religião, esporte, turismo, direito… Ufa! Ou mesmo, fazer um evento sobre eventos.

O que precisa, na verdade, são profissionais corajosos, comprometidos, criativos e dispostos a fazer um evento acontecer. Um evento pode mudar a cara de um destino por uns dias, por um ano ou pela eternidade. São os famosos legados, que, claro, podem ser positivos ou negativos. Depende de como o destino se organizou para realizar o evento e receber o seu público.

Confesso que não foi a primeira vez que ouvi a história de Gramado – RS, mas não me canso de ouvir e reproduzir esse exemplar caso de sucesso do setor de turismo do nosso país. Gramado se reinventa constantemente por meio dos eventos, através de um calendário fixo que atrai os turistas o ano inteiro. Driblando a sazonalidade do verão, o principal destino da Serra Gaúcha criou o Natal Luz e atrai cinco milhões de turistas de novembro a fevereiro. E o segredo, segundo os organizadores, está atribuído a parceria constante entre o poder público e o setor privado de turismo, onde há um ciclo de investimento para que os eventos se tornem sustentáveis e cada dia mais atrativos. Por que não podemos aplicar essa boa prática?

Creio que não seja novidade para ninguém que não é possível realizar grandes e promissores eventos sozinho. C omo bem defendeu o Diretor do Convention & Visitors Bureau do Rio, Michael Nagy, não basta criar centro de convenções se não há investimento na captação de eventos, capacitação de mão de obra e divulgação do destino, por exemplo. No contrário, criam-se apenas “elefantes brancos”. É necessário planejamento, parcerias e qualidade na prestação do serviço.

Os inúmeros estudos de casos apresentados no Seminário demonstraram que fazer eventos é juntar, é unir, é integrar. É fazer a diferença. É trazer todos para o processo, desde os parceiros, aos fornecedores, apoiadores e o público geral. É ajudar um destino a prosperar, é injetar “dinheiro novo” para comunidade local, oferecer oportunidade de trabalho, fomentar novas infraestruturas, salientar pontos positivos, dar oportunidade de credibilidade e visibilidade para uma cidade. São tão claros os benefícios, que ainda fico me perguntando o porquê de ser tão desafiadora uma mobilização de todos os atores para o destino atrair, captar e apoiar os profissionais da sua cidade a realizar grandes, promissores e expressivos eventos para alavancar a economia.

Thais de Oliveira Lima

Turismóloga

Presidente do Convention & Visitors Bureau

Comente este Post!
Scroll Up