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Perfeitamente Imperfeita

Você já teve a sensação de que, apesar de estar fazendo o seu máximo, ainda não está tudo do jeitinho que você imaginava? Se sua resposta foi sim, está instalado o cenário perfeito para a insatisfação, culpa e o perfeccionismo.

Vamos esclarecer alguns pontos? Quando imaginamos qualquer situação, usamos todo o nosso potencial criativo, experiências de tudo o que vivemos e sonhos que acariciamos durante nossa caminhada. Tudo isso sob a nossa ótica, certo? Nesse cenário de perfeição, temos as melhores condições disponíveis. Tudo bem, claro que queremos o melhor. Acontece que, por vários motivos, às vezes as coisas começam a sair um pouco diferentes do que imaginamos. E aí, o que acontece com algumas pessoas, é que começam a se culpar por não terem conseguido realizar do jeito planejado e se frustram com os resultados. Isso afeta diretamente a autoestima e pode iniciar um perigoso ciclo negativo na nossa vida.

Vivemos numa sociedade que enaltece o perfeito, seja na aparência, na performance profissional, nas conquistas de objetivos, nos propósitos de vida que “ficam bem na foto” ou simplesmente na não aceitação do erro. Isso é muito forte na mulher, pois fomos criadas para sermos cuidadoras, para darmos conta de tudo, para encontrarmos saídas mirabolantes para qualquer situação e para estarmos sempre felizes, afinal, como já ouvimos algumas centenas de vezes, a natureza da mulher é essa: cuidar de tudo e todos.

É como se criássemos um personagem: a mulher perfeita, que se veste da maneira certa, tem a casa dos sonhos, o marido perfeito, filhos mega estudiosos e educados (que ajudam em casa), um emprego que sempre desejou, o corpo desejado, cabelos maravilhosos… poderia ficar aqui trazendo mil detalhes, mas cada uma tem o seu modelo, certo? Mas na realidade, essa mulher existe?

Acreditando nessas verdades, nos condicionamos a metas altíssimas e o fato de não atingí-las na totalidade, aflige e entristece muitas de nós, levando a baixa autoestima, não utilização de todo o nosso potencial e uma vida cercada de frustração e angústia. Não fomos doutrinadas para aceitar nossa natureza humana, sujeita a falhas, a dias meio cinza, à TPM, menopausa, perdas e limitações. Mas isso tem jeito? O que acham? Como costumo falar, depende de cada um.  Se você acreditar que não, assim será, se acreditar que sim, está certo novamente. O importante é entendermos que a responsabilidade é nossa e não do outro e que como vamos solucionar essa situação depende da postura que vamos adotar daqui para frente.

Como é possível me situar no hoje, sem esquecer quem eu fui e sonhar com quem quero ser? Como é possível viver de forma saudável o presente, aceitando o que nos foi possível conseguir, mas continuar tendo metas e sonhos?  Uma coisa posso te garantir: não tem receita de bolo. Para começar esse processo, a gente precisa se permitir falhar, cair, levantar e recomeçar. Tipo criança que está aprendendo a andar de bicicleta, sabe? E sabe por que ela consegue subir na bicicleta de novo? Porque não se culpa nem orgulho ferido. Simplesmente se levanta e faz diferente até se equilibrar.

Traçar metas compatíveis com nossas características de personalidade, o que faz sentido verdadeiramente para nós, não guiar nossa vida por modelos alheios e criar o nosso próprio padrão são formas de lidar mais eficazmente com todas essas questões. Para isso é preciso que a gente saia do piloto automático e olhe para dentro. Porque as respostas estão lá.  Às vezes um pouco escondidas e disfarçadas, mas estão lá.

Como dizia Frederick Pearls: “…Perfeccionismo é uma maldição e uma prisão. Quanto mais você treme, mais erra o alvo. Amigo, não tenha medo de erros, erros não são pecados, erros são formas de fazer algo de maneira diferente, talvez criativamente nova…”

Então vamos lá, o resultado vale a pena. Se olhe com mais carinho, seja mais legal com você e se perdoe pelos erros que por ventura cometer. Mude o ponto de vista, encare esses episódios como oportunidades de crescimento e se permita ressurgir e se reinventar a cada tropeço. Se precisar de ajuda, procure alguém com quem se identifique e vá em frente. Você consegue!

Kátia Olivieri é psicóloga e Coach de Mulheres e pós graduada em Marketing. Atua em consultório em Juiz de Fora e Bicas, é palestrante, fundadora e diretora da Femmina Desenvolvimento Humano – instagran:@femminadh, uma empresa que trabalha o autoconhecimento, fortalecimento  e desenvolvimento da mulher. Oferece Terapia Individual, Processos de Coaching individuais e em grupo e encontros presenciais (grupo terapêutico).

Contato: (32) 98441-1109

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