HomeOpiniãoQue vazio é esse que te assusta?

Que vazio é esse que te assusta?

Você conhece alguém que fala de uma sensação de vazio, mesmo quando tem tudo? Que tem uma angústia que não sabe explicar bem?  Que se vê tomada por um sentimento estranho, de perda de sentido, de culpa por estar se sentindo assim, de insatisfação com quem se tornou e já não se reconhece mais no espelho? Ela entende que há algo que precisa ser mudado em sua vida e não sabe bem por onde começar. Sabe que deixou seus sonhos pelo caminho e já não vive por um propósito que a motive e que faça sentido para ela e tem sido difícil se permitir um espaço para si mesma em sua própria existência.

E por que não se reconhece mais?  Porque ela foi assumindo vários papéis ao longo da vida e não é mais quem ela era (na sua essência).  Não é aquela de antes, nem se encaixa mais no papel que desempenhou por tanto tempo. Porque, quando não é de verdade (de propósito) você vai fazendo um tempo, mas chega uma hora em que a máscara começa a incomodar, porque não dá para usar o tempo todo. Ela começa a “craquelar”, a rachar.  Essas rachaduras são os vazios, são as dores, as doenças físicas e emocionais (enxaquecas intermináveis, dores na coluna, depressão ou as compulsões por comida/compras/bebida ou qualquer outra coisa que aparentemente possa preencher esse espaço. Essa mulher não é ela mesma há muito tempo e está sufocando por baixo daquela máscara.  Está oprimida e adoencendo… murchando. Ela não está se sentindo preenchida com o que vem do outro e o seu amor próprio não a abastece.

Tem várias possibilidades envolvidas aí:  uma crise de identidade, o fim de um casamento, a saída dos filhos de casa, a perda de um emprego ou a crise da meia idade.  O fato é que essa mulher vive um momento em que busca ressignificar sua existência. Tinha um propósito que já se realizou. Mas e agora?  O que mais pode ser feito? Tem algo a ser melhorado com relação a quem essa mulher se sente no mundo.

É preciso voltar a ser ela mesma. Reencontrar a sua essência, perceber que não é egoísmo ter individualidade, mas uma necessidade. Esse vazio é a falta dela mesma… Uma saudade de quem já foi e uma vontade de ainda ser.  Essa vontade é a fagulha que vai reacender aquele brilho no olhar e trazer de volta aquela empolgação, aquela vibração, aquele sentimento de que ela ainda pode ser tudo aquilo que acreditar. É preciso entender que sendo “de verdade” ela será uma mãe melhor, uma esposa mais feliz, uma empresária mais segura.  Enfim, uma mulher que, na sua completude, encontra seu lugar perfeito no mundo.

Então… você conhece alguém assim?

Katia Olivieri é psicóloga formada no Rio de Janeiro em 1991, pós graduada em Marketing e Life & Professional Coach. Atua em consultório em Juiz de Fora e Bicas, é palestrante, fundadora e diretora da Femmina Desenvolvimento Humano Instagram:@femminadh), uma empresa que trabalha o autoconhecimento, fortalecimento e desenvolvimento da mulher. Oferece Terapia Individual, Processos de Coaching e encontros presenciais.

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