HomeOpinião#vaibrasil

#vaibrasil

Por: Thais de Oliveira Lima

Sem dúvidas, o assunto do momento é a Copa do Mundo na Rússia. Opiniões divididas se espalham pelas redes sociais que se tornaram a porta-voz da humanidade. No cenário nacional, de um lado, estão àqueles que vibram com o início do evento que sempre foi um dos mais aguardados pelos brasileiros e, do outro, estão àqueles que acreditam que, digamos, não estamos no momento de pensar nisso.

Segundo pesquisa do Datafolha, 53% dos brasileiros não estão interessados em acompanhar a competição futebolística mundial. Muitos desses apresentam uma postura negativa com relação ao Brasil na Copa que incluem torcidas contrárias e discursos que consideram alienados àqueles que escolheram vibrar com o evento. As justificativas estão pautadas na crise nacional, na corrupção dos políticos e da CBF ou, até mesmo, no fato de que os jogadores estão ricos.

E essa postura não é novidade. Há quatro anos, quando hospedamos a Copa do Mundo FIFA 2014, o megaevento também deu o que falar. Começamos com o negativismo já no pré-evento, onde se dizia que a falta de preparo, infraestrutura e a crise nacional, fariam com que a Copa no Brasil fosse uma vergonha. Enquanto, por outro lado, havia inúmeras críticas referentes aos investimentos feitos para receber o evento da FIFA no país.

​Contudo, ao contrário do que se pensavam, vivemos a “Copa das Copas”. A alegria dos brasileiros, a hospitalidade, a gastronomia e muitos dos nossos cenários paradisíacos fizeram com que 86,5% dos visitantes que estiveram aqui, afirmarem ter suas expectativas atendidas ou superadas no nosso país. Além de 95,5% dos turistas afirmarem ter intenção de voltar, segundo a pesquisa da Demanda Turística Internacional, realizada pelo Ministério do Turismo, em 2014.

Creio que, mesmo com final fatídico do jogo do Brasil contra a Alemanha, nós somos para o mundo o país do futebol. E confesso ser bem prazeroso, quando estamos em uma viagem ao exterior e somos reconhecidos pelo talento de jogadores como Pelé, Ronaldo e Neymar. Eu, particularmente, prefiro obter este reconhecimento do nosso país, do que ser lembrado pela corrupção, violência ou a sexualidade.

Porém, infelizmente, uma coisa não interfere na outra. Assim como deixar de torcer pela nossa seleção, não vai diminuir a corrupção ou resolver os problemas do país. A nossa solução está na educação, boa-gestão, um voto consciente e mudanças nas pequenas atitudes corruptas de muitos brasileiros. Obvio que devemos continuar a nos preocupar com a atual realidade, mas, como já diz a música de Carinhos Brown, um pouco de “paz, carnaval e futebol, não mata, não engorda e não faz mal”.

Thais de Oliveira Lima

Turismóloga

Presidente do Convention & Visitors Bureau

Seja o primeiro a comentar

comente

Scroll Up