HomePolíticaPIMENTEL REPUDIA A FALA GENERAL MOURÃO, QUE AMEAÇA CONSOLIDAR A DITADURA

PIMENTEL REPUDIA A FALA GENERAL MOURÃO, QUE AMEAÇA CONSOLIDAR A DITADURA

“VAMOS GANHAR A ELEIÇAO E IMPEDIR A VOLTA DA DITADURA”, DIZ PIMENTEL

Em discurso durante encontro com militantes e políticos do PT, em Belo Horizonte, Pimentel rebateu as declarações do candidato à vice na chapa de Bolsonaro, general Hamilton Mourão, e afirmou que o partido vai ganhar a eleição e se preparar para impedir qualquer tentativa de golpe pela direita.

O governador e candidato à reeleição Fernando Pimentel, se encontrou hoje, 9 de setembro, com as lideranças da coligação Do Lado do Povo na sede do comitê, em Belo Horizonte, e chamou a atenção para a importância histórica desta campanha eleitoral em Minas e no Brasil. Pimentel afirmou que a democracia brasileira nunca esteve tão ameaçada, e agora ameaçada explicitamente por declarações de candidatos da direita, e que os partidos que apoiam sua candidatura têm a missão não apenas de vencer as eleições, mas especialmente de resistir à tentativa da direita de promover um novo golpe no país. “Esta campanha talvez seja a campanha mais importante que a gente está fazendo, a eleição mais importante que a gente está disputando, desde a redemocratização, desde que a gente conseguiu reconquistar a democracia. Porque a democracia no Brasil nunca esteve tão ameaçada quando esteve até agora, e agora ameaçada explicitamente. Não sei se vocês viram, o candidato à vice-presidente na chapa do Bolsonaro deu uma entrevista à Rede Globo e ele fala explicitamente “nós vamos ganhar, e se não ganhar nós vamos ficar atentos porque temos as Forças Armadas ao nosso lado”. E aí alguém pergunta para ele: você vê alguma possibilidade de um golpe? Ele responde “vejo, claro, o presidente pode convocar a gente”, e o presidente que ele está falando é o Temer, viu, ele está falando é do Temer. “O presidente pode nos convocar, seria uma espécie de autogolpe, ele chama a gente, a gente intervém e bota ordem nesta anarquia”. Quer dizer, agora é explícito, eles estão falando, verbalizando a intenção deles de fazer o Brasil regredir. Nós somos da luta democrática, e toda vida fomos, nossos da resistência, lá desde o tempo da ditadura, das reconquistas, e depois ganhamos quatro eleições sucessivas para presidente da República, quatro, duas com Lula e duas com a Dilma, e vamos ganhar a quinta, eu não tenho dúvidas de que vamos ganhar esta eleição. Eles tentaram tirar o Lula, provavelmente vão caçar o registro dele, nós vamos disputar com Fernando Haddad e a Manuela D´Avila de vice, e vamos ganhar a eleição”.

“O nosso desafio é construir nesta campanha as bases da resistência, porque não está afastada a possibilidade de ganharmos e eles nos impedirem depois de governar, foi o que eles fizeram com a Dilma no segundo mandato. Eles já estão falando, estão falando e têm o apoio da mais poderosa rede de comunicação do Brasil, que é essa monstruosidade que nós sabemos o nome. Nós estamos disputando uma eleição, temos uma tarefa aqui em Minas que não é pequena, porque é aqui que eles vão tentar nos derrotar, não é derrotar a minha candidatura, a candidatura da Jô, a candidatura da Dilma, não, é derrotar o campo democrático, e eles têm que ganhar aqui para ganhar nacionalmente, porque senão não ganham, nós elegemos a Dilma por aqui, vocês lembram como foi, o Aécio disse que iria colocar aqui vantagem de 4 milhões de votos e saiu com 600 mil a menos, não só não colocou os 4 milhões como ficou devendo 600 mil, o que foi fundamental para nós elegermos a Dilma na eleição passada, isso no primeiro e segundo turno. Então não é brincadeira a campanha de Minas, não. É uma campanha decisiva, para nós e para o lado
de lá, que quer nos derrotar”.

“Mas não basta ganhar a eleição, esta é a nossa preocupação agora. A ferocidade com que a direita hoje está tratando a nossa agenda, os nossos temas, os temas populares, o Temer está cortando o bolsa-família pela metade, pela metade, na maior cara de pau, não tem essa de preservar o social, vai preservar nada. Vão passar o trator, é isso que eles estão querendo. Então nossa campanha é essa, a campanha de resistência. Agora é ganhar a eleição e se preparar para resistir, porque eles vão tentar depois da eleição nos impedir de governar. É a aquela história que o Lacerda falava contra o Juscelino: “não deve ser candidato, se for candidato não deve ganhar a eleição, se ganhar a eleição não deve ser diplomado, se for diplomado não deve tomar posse, se tomar posse vamos derrubá-lo”. Esta é a tese da direita golpista no Brasil há anos, desde o século passado. Continua igualzinho. Agora piorado, porque eles têm o apoio de uma parte importante da mídia, e tem também um pedaço do legislativo, que não é pequeno, que está do lado deles. Mas nós temos o povo. Nós não temos só um pedaço do povo, temos o povo inteiro em nosso favor, é por isso que o Lula lidera todas as pesquisas, então nós temos que ir pra cima nesta campanha, de cabeça erguida, defendendo a nossa agenda, as nossas escolhas. Nós fizemos em Minas um governo de mudanças, nós podemos ter orgulho de nosso governo, nós fizemos um governo ouvindo o povo, fomos para o interior do Estado, redescobrimos esse Estado, que estava abandonado, que estava esquecido, começamos a sanear as contas públicas, tivemos este problema de ter um golpe de Estado no Brasil, e aí um governo que é totalmente hostil ao governo de Minas Gerais e aos governos populares de uma maneira geral,
isso está nos atrapalhando, mas isso nós vamos resolver, vamos eleger o Fernando Haddad, quanto a isso não se preocupem”.

“O povo brasileiro já escolheu o lado dele, o lado do povo é o nosso lado, o lado de Lula, o lado da Dilma, é o lado da Jô Moraes, é o lado dos nossos companheiros deputados e candidatos a deputados estaduais e federais, da nossa coligação, é o lado dos partidos populares, esse é o lado do povo. Esta eleição tem lado, o lado do povo e o lado de lá, o lado da elite, o lado da selvageria, da crueldade, dos cortes de orçamentos, da perseguição política, o lado que quer voltar com a ditadura, o que eles querem voltar é com a ditadura, agora está sendo explicitado, verbalizado, nas falas, nas entrevistas, na forma como se comportam. Então, é comparar um lado com o outro, e nós vamos ganhar a eleição, mas não basta ganhar a eleição, vamos nos preparar para a
resistência, porque eles virão para cima de nós para tentar impedir a gente de governar. Eles deram um golpe, e vocês acham que eles vão dar um só golpe, não, eles vão tentar dar outro e mais outro, é preciso resistir mesmo, é preciso nos organizarmos, como nós sabemos, com as comunidades, os nossos companheiros dos movimentos sociais, dos sindicatos, das organizações religiosas, é preciso nos estarmos atentos para impedir outro golpe. Eles vão tentar, mas primeiro tem uma eleição, e nós vamos derrotá-los nesta eleição, e depois nós vamos ter mais força ainda para resistir a este retrocesso que querem impor ao Brasil e a Minas Gerais. E no caso de Minas é muito claro, o principal articulador do golpe é o candidato a governador, é o grande arquiteto do golpe, é o cara que fez o voto do impeachment. Vamos derrotá-los com o objetivo de fazer o Brasil avançar na trilha da democracia, da igualdade social, da justiça, da paz. Vamos derrotá-los acima de tudo por uma coisa simples:  nós somos aqueles que queremos “Lula livre”, tirar o Lula da prisão, acabar com a condenação injusta e arbitrária do Lula, então é com esta palavra de ordem e com a nossa garra, com o nosso empenho, com a nossa experiência, com nosso compromisso, que nós vamos ganhar a eleição.
Vamos à luta, companheiros”.

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