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Deputado Noraldino: presente em Juiz de Fora

Emendas indicadas pelo parlamentar para a cidade contemplam áreas da Saúde, Segurança, Educação e Proteção dos Animais. Sempre uma das marcas de seus mandatos, Noraldino segue dando voz à população, tendo a certeza de que esse é um dos seus principais diferenciais.

Nos seus primeiros dias de mandato, você apresentou ao estado um diagnóstico da situação das escolas estaduais de Juiz de Fora. O que motivou essa iniciativa?

Antes mesmo de assumir o cargo de deputado, eu e minha equipe fizemos esse levantamento, percorrendo todas as escolas da cidade. Infelizmente, nos deparamos com situações críticas, como a da Escola Estadual Ana Salles, de Benfica, que funciona em containers – um ambiente nada propício para a aprendizagem dos alunos. Hoje, após muita luta, a escola passa por obras para a construção de um novo prédio. Assim como a situação da Ana Salles, várias outras escolas foram indicadas para receber recurso através da destinação de emendas parlamentares. Foram mais de 30 instituições. Recentemente, soube da situação do teto da quadra da Escola Normal e tenho me empenhado para conseguir a liberação do recurso que a escola tem direito junto ao Governo do Estado. No nosso diagnóstico do início do mandato, também relatamos a situação da Escola Delfim Moreira, localizada na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua Braz Bernardino. O prédio está em péssimas condições e as atividades da escola foram transferidas para outro local, que também enfrenta problemas. A maioria das instituições, não só as de Juiz de Fora, mas também as da região, precisam da atenção.

 

 

 

Você tem um histórico de atuação fiscalizadora na saúde de Juiz de Fora. Como deputado, você também pôde destinar recursos para instituições e hospitais da cidade. O que você destaca desse trabalho?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vem reforçando a importância da atenção primária à saúde como caminho para uma cobertura universal. Isso mostra o quanto é crucial o trabalho de prevenção. E, pensando nisso, destinei uma emenda no valor de R$ 300 mil para que a ASCOMCER adquirisse o Ascomóvel: um ônibus equipado que percorre comunidades oferecendo atendimento de prevenção ao câncer às mulheres. Outros R$ 300 mil foram destinados para o custeio dessas atividades e ainda R$ 50 mil para que a associação adquirisse medicamentos. Destaco também emendas que indiquei para o HPS, Hospital Maternidade Therezinha de Jesus, Hospital João Penido, Regional Leste, Santa Casa, Abrigo Santa Helena, Associação dos Cegos e Hospital Toxicômanos de Juiz de Fora, totalizando R$ 746 mil.

Algumas pessoas costumam dizer que você só trabalha pelos animais. Como você enxerga a crítica?

Isso não me incomoda. Minha luta pelos animais é reflexo não só do meu lado protetor, mas também uma vontade de dar voz às milhares de pessoas que lutam pela causa sem nenhum apoio do poder público. Ao longo do meu mandato, tenho conseguido, através de muito trabalho, sensibilizar gestores e provar que a causa animal também é uma questão de saúde pública. Quem ainda não percebeu isso é só analisar uma situação simples: quanto mais animais abandonados, mais risco de transmissão de zoonoses, que são as doenças transmissíveis entre animais e humanos. Trabalhar pelos animais, além de ter o objetivo de evitar as crueldades, os maus-tratos e o abandono, também é cuidar da saúde do ser humano. Hoje, muito se fala sobre o termo “saúde única”, que seria a ação integrada da saúde humana, animal e do meio ambiente.

 

 

Você foi pioneiro ao propor um programa de castração de cães e gatos que atendesse todo o estado, conhecido como “castramóvel”. Como surgiu a ideia e como funciona esse trabalho?

A ideia surgiu quando eu ainda era vereador em Juiz de Fora. Quando fui eleito deputado, destinei parte das minhas emendas parlamentares para que a Ong Ajuda, que é aqui da cidade, pudesse adquirir ônibus adaptados para a realização das castrações. Muitas cidades mineiras já receberam o castramóvel e o projeto continua expandindo. Nosso objetivo é exatamente diminuir o número de animais de rua, uma vez que castrados eles não vão mais reproduzir de forma indiscriminada. Hoje, temos o maior programa de manejo ético populacional de cães e gatos da história de Minas Gerais, que se torna também referência para o restante do país. O projeto ainda inclui as palestras de educação humanitária ambiental para alunos e professores.

A estrada que liga o Aeroporto Regional à BR-040 foi liberada no final do ano passado e você ajudou no processo. O que foi preciso para isso acontecer?

Acredito que precisamos pensar Juiz de Fora como a região metropolitana. O desenvolvimento de toda a região é importante para a cidade. Nesse caso específico, havia uma grande burocracia para a liberação da estrada. No final do ano passado, a estrada estava pronta, mas faltava a construção do acesso. Tive uma reunião com o Governador, na qual também estavam o Secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas e o Diretor-Geral do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem, que explicaram o motivo da via ainda não ter sido liberada: faltava parecer da ANTT. Foi uma questão de fazer essa interlocução entre os órgãos para agilizar o processo, que estava perdido em meio a tanto envio e retorno de documentação. Sugeri que a via fosse liberada logo, para ajudar a desafogar o trânsito de Juiz de Fora e das estradas da região. E, em menos de dois meses, o problema estava resolvido.

A MRS pode renovar a concessão de utilização da linha férrea em Juiz de Fora por mais 30 anos e isso foi motivo de algumas reuniões suas na empresa. Você é contra essa renovação?

Não, pelo contrário, o que eu venho cobrando da MRS é uma garantia de sua permanência na cidade e da manutenção dos empregos dos cidadãos, uma vez que a renovação pode ser efetivada. A MRS responde por seis mil empregos, sendo mil somente em Juiz de Fora. Também tenho cobrado que a população participe da discussão, já que ela é a mais impactada de todo processo. Outro pedido que fiz à empresa, caso a renovação seja concretizada, é o de melhorias das margens do Paraibuna, inclusive com a construção de ciclovia.

 

 

Sua presença digital chama a atenção pelo número de seguidores. Qual é a importância do representante de hoje estar conectado?

Fomos pioneiros e aprendemos muito com a utilização das redes sociais no mandato. Foi ouvindo a população, principalmente pelos meios digitais, que vimos suas reais demandas e também a necessidade de uma política pública que realmente fizesse a diferença. Nosso gabinete está sempre de portas abertas, presencialmente ou pela internet, estamos à disposição dos cidadãos. Acredito que em contato direto com eles, ouvindo seus anseios, é possível ser o instrumento de mudança que a população tanto espera.

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