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SINTEAC Juiz de Fora

Há 11 anos garantindo conquistas para os trabalhadores

O princípio da igualdade nasceu na Grécia antiga, sendo a pedra fundamental da democracia ateniense e berço da sociedade moderna. Ele determina que “todos são iguais perante a lei”, independentemente de riqueza ou prestígio. Teoria e prática muitas vezes divergem, e para que a igualdade não seja prejudicada pelo peso dos interesses políticos e financeiros de grupos privilegiados, o trabalhador comum precisa se organizar e fazer sua voz valer.

Essa é a grande missão do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana de Juiz de Fora e Região, o Sinteac. A concepção do sindicato veio em 2003, através de um grupo de profissionais insatisfeitos com sua representação sindical. Desde então, sua única preocupação tem sido defender os interesses de classes muitas vezes esquecidas e menosprezadas. “Temos desde varredores de rua, porteiros e até coveiros sob nossos cuidados”, afirma o presidente do Sinteac, Sérgio Félix.

O foco de atuação, certamente, vem agradando os filiados à instituição, tanto que, tendo completado seu primeiro mandato no início do ano, Sérgio Félix foi reeleito para dar sequência ao trabalho.

E a gestão tem muito o que celebrar. São 11 anos de atividade do Sinteac, com a luta tendo início em 2003 e, somente em 2007, obtendo o  reconhecimento como Sindicato no Ministério do Trabalho e Emprego. Nesse tempo, o sindicato conquistou benefícios históricos para os segmentos representados, como plano de saúde, vale alimentação, pagamento em dobro em feriado e reajuste salarial acima da inflação. A diretoria tem como foco a luta constante por melhores condições salariais e trabalhistas, para todos os integrantes da categoria e seus dependentes.

Sérgio Félix destaca como a atividade não se resume apenas aos salários dos funcionários. “Trabalhar em condições dignas vai além disso. Temos aqui cursos de capacitação e até psicólogos prontos a atender nossos sindicalizados. Muitos chegam com uma visão de que são cidadãos de segunda categoria devido às suas funções, muitas vezes inferiorizados. Porém, aqui mostramos para eles que o trabalho que desempenham é crucial para o funcionamento da nossa sociedade”, afirma.

Para ilustrar sua assertiva, Sérgio cita a atual conjuntura do país como exemplo. “Há pouco tempo tivemos uma prova disso, com a greve dos caminhoneiros que parou o país. Em um curto período, não havia cidadão que não tivesse sido afetado diretamente pela paralização. Agora, imagine se os funcionários da coleta de lixo parassem de trabalhar por um mês. Temos o dever de valorizar essas classes, que constituem a espinha dorsal da nossa comunidade”

O futuro dos trabalhadores em meio à reforma trabalhista

Grandes mudanças estão chegando para os trabalhadores brasileiros com a Reforma Trabalhista, e o Sinteac observa atento. Para Sérgio, a flexibilização das leis do setor beneficia mais empregador do que empregado. “Mudanças são necessárias, pois realmente precisamos modernizar nossa legislação. Porém, a reforma trabalhista foi feita sem sequer ouvir as classes trabalhadoras, e o resultado disso pode ser terrível para estas. A flexibilização imposta abre espaço para a exploração do funcionário, que não tem poder de negociação nenhum com empregadores. Se não tomarmos cuidado caminharemos rapidamente para condições de trabalho análogas à escravidão”, lamenta.

Com relação à extinção da obrigatoriedade da contribuição sindical, o Sinteac não se mostra preocupado. “Nossa bandeira não é recolher contribuição. É defender os direitos dos trabalhadores. É claro que isso pode ter um impacto nas nossas finanças, mas não é por isso que atuamos aqui. O Sinteac tem uma obrigação com os trabalhadores e é isso que manteremos como bandeira”, conclui Sérgio Félix.

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