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Paraibuna Embalagens

Empresa gera mais de três mil empregos e investe no mercado internacional

Sete mil toneladas de papel por mês. Essa é a produção da Paraibuna Embalagens. O número impressiona tanto quanto as 300 toneladas de aparas de papel velho consumidas por dia, para a produção do reciclado. Isso iria para o lixo! Todo mês, 150 mil árvores são preservadas. As unidades de Juiz de Fora e de Sapucaia (RJ) geram, juntas, mais de três mil empregos diretos e indiretos.

Ao olhar os números da Paraibuna, é perceptível que a empresa faz muito mais do que produzir papel reciclado e caixas de papelão. Além da sustentabilidade, gera inserção social e profissional, movimentando uma cadeia que começa no catador de papel, passa por aparistas e centros de reciclagem, transportadores, até retornar aos catadores, que correspondem ao elo principal dessa cadeia.

Localizada estrategicamente, no Distrito Industrial, às margens da BR 040, a Paraibuna está centralizada no eixo Rio-São Paulo-Belo Horizonte, o que garante a entrega dos produtos com a máxima pontualidade.

Uma empresa verticalizada

Fundada há quase 60 anos, a Paraibuna Embalagens está entre os 12 maiores fabricantes de caixas do Brasil que, juntos, detêm entre 80% e 85% de toda a produção nacional, num mercado que congrega mais de 80 empresas.

Toda a produção é biodegradável, reciclada e reciclável. “São três valores agregados, característica fundamental para este século. Estamos dentro do mais moderno conceito que é o da economia circular, em que todo resíduo se transforma em lucro. Nos enquadramos em uma megatendência mundial”, explica o Gerente Comercial, Mário Henrique Santos.

Um dos pontos fundamentais da estratégia de crescimento da Paraibuna é que possui a própria produção de papel, o que a caracteriza como uma empresa verticalizada. A unidade de Juiz de Fora fabrica a matéria-prima, enquanto a de Sapucaia, caixas de papelão.

Diversificação de segmento

Há aproximadamente cinco anos, a Paraibuna se especializou numa linha de papel chamada White Top Line (WTL), que é destinado também para a fabricação de caixas de papelão. Hoje, ela é a segunda maior produtora no país e fornece para todos os grandes fabricantes de caixas de papelão do Brasil, inclusive os concorrentes. “Estima-se que de 3% a 5% das embalagens produzidas no mundo são de papelão branco, enquanto 95% são no pardo”, conta Mário Henrique.

A qualidade altamente reconhecida levou a empresa a alçar voos mais amplos e iniciar um processo de internacionalização, que começou no final de 2019, pelo Mercosul. Há a prospecção de que, em médio prazo, esteja comercializando com toda a América Latina.

Garantir o futuro reciclando o presente

Uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) no valor de quase seis milhões de reais. Esse é o investimento que a Paraibuna está fazendo para que a água utilizada no processo produtivo do papel volte limpa para o rio. “Cerca de 70% da água que captamos recirculam no processo. Os 30% que não são reutilizados vão para a ETE. Lá ela passa por um tratamento e retorna para o rio dentro dos padrões exigidos pela lei, muitas vezes até mais pura do que entrou”, conta a Gestora de Meio Ambiente, Fernanda Rocha. “A ETE já existia, mas estamos investindo mais nessa estação para que ela tenha uma amplitude maior”, completa Fernanda.

Outra preocupação é com relação à destinação correta do resíduo gerado na fábrica. O que não for aproveitado no processo vai para um aterro próprio, o único em Juiz de Fora para resíduos Classe II, que atende exclusivamente à fábrica. Os outros – óleo, lâmpadas, pilhas, baterias, EPI (Equipamento de Proteção Individual) – têm a destinação de acordo com sua classe.

A caldeira, que antes usava 100% de gás natural, um recurso natural finito, hoje utiliza biomassa – resíduo de madeira – como fonte de energia. “Com isso, cogeramos um mega de energia, que corresponde ao consumo de 126 residências. O equivalente a 20% da nossa demanda elétrica”, exemplifica Fernanda.

A Paraibuna desenvolve ainda, programas socioambientais, como o de coleta seletiva, com doação de cestos coletores a entidades públicas e privadas e o de visita de escolas à unidade de Juiz de Fora. Tudo para promover a conscientização e garantir o futuro, reciclando o presente, que é o lema seguido à risca por todos os colaboradores.

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